20/11/2009 por FiuzaLima
Esse post é na verdade uma resposta, pois recentemente recebi um e-mail com um texto, de provavel autoria de uma psicóloga, sobre como os jovens devem ser exorcisados de ícones drogados como Cazuza e outros.
Não vou transcrever o e-mail aqui, pois achei confuso, mal escrito e de autoria duvidosa, mas aqui vai minha resposta:
Eu acredito no poder da liberdade, eu acredito em expressão e eu acredito que todos nós temos nossos demônios. O verso cantado e infinitamente repetido por Cazuza e por uma legião de jovens (“meus heróis morreram de overdose”), refletia – e ainda reflete – uma angustia generalizada que assolava a juventude da época. Eram jovens que viviam uma fase de incansável busca por explicações e exprimiam a vontade de praticar a liberdade. Criados no pós golpe militar, não tinham motivos diretos de luta e não viam melhoras no horizonte. Era até complicado acreditar em algo, haja vista que os veículos de informação e mídia ainda eram controlados e censurados…
Se formos falar, então, de drogas e do uso indiscriminado de entorpecentes, vamos ter de começar a deixar de lado outros ídolos e heróis da música e de outras artes. Afinal, o que seria do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band ou do Yellow Submarine sem o LSD? Ou de Gita e a Metamorfose Ambulante sem o álcool? Dos Mutantes sem o chá de cogumelos? Eu posso ainda listar Hendrix, Elvis, Pink Floyd e tantos outros ‘mucho dodhos’.
A idéia, aqui, não é fazer apologia ao uso de drogas, mas deixar de lado certas atitudes e posicionamentos hipócritas, parando de tipificar as ações de cada indivíduo da sociedade como “certas ou erradas”, pois isso não cabe mais – até o direito já começa a relativizar certos tipos de atitudes.
Que tipo de sociedade se está tentando construir, julgando deliberadamente ações e ordenando aos jovens que não reflitam, mas sigam cegamente as placas de “correto”?
Tags: cazuza, Donk, drugs, Fiuza, FiuzaLima, rock, rock roll, sex
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11/11/2009 por FiuzaLima
“Pobre só vai pra frente com topada ou empurrão.”
Coisa discriminatória e escrota.
Coisas do Brasil.
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11/11/2009 por FiuzaLima
Cada vez mais me convenço de que interagir com as pessoas nas ruas é muito mais saudável do que ir daqui até a esquina sem ter falado com ninguém.
É como se alguns pensamentos tomamassem conta de minha cabeça, quase que me deixando cego, acabo por não ver nada além de minha própria existência.
Mesquinho e egoísta?
Acho que sim…
Tags: cegueira, Fiuza, FiuzaLima, infinito, infinito particular, Lima
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10/11/2009 por FiuzaLima
Ok. Retiro o que disse no post abaixo.
Providenciaram pro FDP aqui uma pilha de dois palmos de processos pra numerar as páginas, instruir e verificar citação. ¬¬’
Porra.
Tags: ANP, citação, Direito, estagiário, estágio, FDP, instrução, processos, Transalvador
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10/11/2009 por FiuzaLima
Era uma vez um escravoário da Transalvador. Ele se mandou, caçou outra coisa e virou um estagiário vagabundo na ANP.
Pode uma coisa dessas?
Tags: ANP, escravoário, estagiário, estágio, Transalvador, vagabundo
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09/11/2009 por FiuzaLima
Blues da Piedade
(Cazuza/Frejat)
“Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”
Isso porque hoje presenciei a queda de um velho (que nunca tinha visto na vida) na calçada a quase duzentos metros de mim. As pessoas simplesmente desviavam seus caminhos para não se verem obrigadas a ajudar aquele que depois descobri ser Seu Horácio – um “véio” gente boa, morador do bairro de Cajazeiras 10, que estava na Ladeira do Politeama para entregar um documento ao Secretário de Transportes que consistia, entre outras coisas, numa proposta muito boa de melhoria do sistema de transporte por ônibus da nossa cidade.
Tags: ajuda, barão vermelho, cair, cazuza, Donk, Fiuza, FiuzaLima, frejat, help, João Guilherme Fiuza Lima, Lima, miseráveis, piedade, queda, socorro, velho
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09/11/2009 por FiuzaLima
Desenhar é diferente de escrever (Oh! Grande novidade, senhor FiuzaLima...). Sério, já li alguém dizer que são habilidades que ocupam lugares opostos em nossos cérebros.

14/08/2008
Se estão realmente em lugares opostos não sei dizer, mas sei que a sensação de desenhar é muito diferente da de escrever.
Digo ainda que desenhar no computador ou com réguas é mais próximo a escrever do que desenhar “a mão grande”.
Só o desenho à mão livre que consegue hipnotizar, tirar o autor do seu ambiente real. Como se o cérebro parasse de pensar e você ficasse meio lento, meio imóvel, conduzindo os olhos de um lado para outro, e deixando que os dedos tomem a frente e façam tudo.
Estranho pensar que para tarefas tão fundamentalmente distintas os dedos sejam fundamentais.
Já escrever no computador não parece tão diferente da ação de escrever à mão – como acontece com o desenho.
O desenho à mão é abstrato. Escrever é quase sólido. Desenhar é mais gasoso.
Escrever requer conhecimentos quase sempre concretos ou específicos. Desenhar requer observação. Escrever pode ser reflexo de observação. Aliás, desenhar e escrever devem ser reflexos de observação.
Escrever sobre uma mulher não tem nada com o fato de desenhar uma mulher. Escrever sobre o movimento dos cabelos da amada é um enaltecimento à feminilidade. Desenhar é só um aglomerado de riscos.
Mas o risco é muito elaborado. No toque do risco está sua essência. Desenhar é mais escancarado. É obvio. O texto engana. O desenho… pode enganar.
Desenhar dá mais vontade de desenhar, escrever dá mais vontade de ler, tomar café, pensar…
Escrever sobre desenho é estranho.
Tags: desenhando, desenhar, Donk, escrevendo, escrever, Fiuza, FiuzaLima, João Guilherme Fiuza Lima, Lima, mulher nua, perfil feminino
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12/09/2009 por FiuzaLima
Estão tentando me derrubar.
Na verdade já conseguiram.
Minha cadeira ontem quebrou propositalmente e me arremessou contra o chão, deixando que a aceleração da gravidade multiplicada pela minha massa imprimisse uma força dolorosa sobre minhas nádegas.
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11/09/2009 por FiuzaLima
Tentei tirar uma foto, ela me impediu. Disse que foto de pau e de buceta é pornografia demais.
Discordo categoricamente. Pornográfica é a foto das crianças afegãs portando armas de guerra maiores que elas. Pornográfica é a foto do mendigo morto a pauladas por jovens filhos da puta homicidas no centro de São Paulo. Pornográficos são os programas da TV aberta que ensinam a fazer comidas cheias de viadagem para uma audiência de milhões de famintos espalhados pelas favelas.
A foto do meu pau e da buceta dela não é pornográfica. É explícita. Tão explícita quanto a foto da minha mão, tão explícita quanto a foto da boca dela.
Até quando nossa sociedade ocidental cristã continuará se sentindo ameaçada diante da exposição de paus e bucetas, enquanto outras culturas edificam templos para sua adoração?
Oscar Wild, crítico irrepreensível da sociedade vitoriana, disse que por trás da máscara de todo moralista se esconde um tarado. Alguém duvida que a repressão da sexualidade gere ignorância, hipocrisia e desvios do comportamento? As formas como isso se manifesta em cada um são infinitas. Podem se restringir a frustração e sofrimento pessoal, ou se voltar contra o outro sob a forma de pedofilia ou até o estupro. A repressão serve a interesses escusos de dominação política, ideológica e econômica. Sendo, aqui, o prazer sexual tal como revolucionário e libertador, considerado até uma ameaça ao stablishment. Para reprimi-lo, vale tudo.
A própria tendência de fazer com que as pessoas acreditem que a exposição banaliza o sexo nada mais é que uma maneira velada e indolor (e por isso mesmo mais eficaz) de reprimir. Induzindo à conclusão que, de tanto ver, as pessoas perdem o interesse e o tesão(!!!) pela sexualidade. Quanta merda! Basta parar para pensar em quantas vezes você já ficou morrendo de tesão por alguém que tem uma boca bonita ou um determinado jeito de olhar. Quantas vezes uma voz já te fez molhar a calcinha ou ficar de pau duro? E existem coisas mais expostas do que boca, olho e voz?
Sei de gente que se nega a enxergar, numa espécie de cegueira auto-inflingida que serve apenas para alimentar a ignorância e os mitos, a necessidade de mudanças comportamentais que carece nossa sociedade. Bem como a necessidade de aceitação da diversidade. A buceta, por exemplo, em sua infinita variedade formal (costumo dizer que buceta é como impressão digital: podem ser parecidas, mas não existe uma igual a outra) é uma incompreendida. Tem homem que acha que pequenos lábios salientes são indicadores de mulher “rodada” (sic). Tem mulher que sofre, morre de vergonha, se sente diferente, quase um monstro, porque possui pequenos lábios carnudos demais ou clitóris grande.
Eu não sou viado, mas sei admirar a foto de um pau bonito. Tenho vida sexual ativa e satisfatória, mas continuo me encantando diante da foto de uma buceta. E vou continuar compartilhando esses prazeres com quem, como eu, não tem vergonha de gostar de sexo, não tem vergonha de fazer sexo e não tem vergonha de não ter vergonha dessas sem-vergonhices.
Tags: cristã, Donk, favela, Fiuza, joão, João Guilherme Fiuza Lima, ocidental, pau, pop, porn, prazer, sexo, tesão
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02/09/2009 por FiuzaLima
Parafraseando Zeca Pagodinho, digo que farei deste canto cibernético um refugio de pensamentos, um caderno de fatos e uma oportunidade de aprender a lidar com minhas palavras.
Não vou negar também que o nascimento disto aqui deve ter algo com inveja… Porra. Alguns amigos meus têm blogs, por que não posso ter um blog? Infantilidade mesmo, ao menos assumo.
Outra coisa que quero deixar anotado é que como sou o único leitor desta bagaça maravilha da literatura on line, reservo-me o direito de ser, aqui, inquisitivo, autárquico e auto denominado mestre-mor da verdade neste espaço.
De qualquer sorte, sejam bem vindos ao FiuzaLima, o blog do João Guilherme, do Donk, do Canabrava, do Gui, do JG, do Fiuza, do Johnny e do que mais vocês venham a apelidar.
Tags: bagaça, Cada um no seu cada um, Donk, Fiuza, FiuzaLima, João Guilherme Fiuza Lima, Lima, Paperball
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