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19/03/2010

“… eu prometo a mim mesmo que, se ficar frustrado com a vida, se me afogar em dívidas, venderei tudo e me mudarei para a floresta, encontrarei pessoas que não sejam como eu e aprenderei a amá-las, e farei algo ainda mais difícil: permitir que elas me amem, receber o amor de alguém que não compartilha meu sistema de crenças, que não concorda comigo em tudo, e dormirei sob as estrelas, murmurarei ‘obrigado’ para O Criador do universo como uma forma de me reaproximar de um velho amigo, um amigo que você não precisa ser inteligente, bonito, religioso ou qualquer outra coisa – só precisa aceitá-lo, amá-lo, depender dele, ouvir sua história.”

É bem por aí.

Felicidade.

04/03/2010

Em reportagem recente, a revista Isto É entrevistou Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com pós-graduação em administração de empresas, consultor organizacional e conferencista de renome internacional.

Uma das perguntas desta entrevista, e a respectiva resposta, a seguir.

ISTO É – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus, isso é verdade?

Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo.

São quatro as loucuras da sociedade:

A primeira, é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Temos de estar felizes todos os dias.

A terceira é: Temos que comprar tudo o que pudermos. O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura: Temos de fazer as coisas da forma certa. Forma certa não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. para o sucesso, mas não para a felicidade. A felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Há gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Pode-se ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos a brincar ou indo à praia ou ao cinema.

Já trabalhei num hospital de doentes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez doentes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte agarra o médico pela camisa e diz: “Não me deixe morrer. Eu sacrifiquei-me a vida inteira, agora quero aproveitá-la e ser feliz”. Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Na hora da morte ninguém diz que se arrepende de não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou acções, ou de não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Roberto Shinyashiki

Oi?!

09/02/2010

Um pouco maluco e diferente a cada vez.

Arte!

09/02/2010

Não sei se já comentei por aqui, mas o singelo e discreto autor que vos escreve cursa uma faculdade de Direito. Tá. Admito que é só por acaso mesmo, meu sonho é fazer arte.

E acho que é por causa desse sonho reprimido – pela falta de coragem de encarar o que quero – que acredito que as pessoas devem aproveitar mais as coisas, sabem? Cada pequeno espaço que lhe é dado para fazer arte. Pois por menor que seja, você nunca sabe exatamente quanta inspiração ele carrega.

Portanto, quando sentir que é o momento, clique; quando intuir a ebulição do dom, atue; quando se arrepiar com a percepção das notas de um simples sussurro, toque, cante, espante.

Se achar que sabe arrumar um punhado de palavras, escreva; e se, ao olhar para a aquarela, a disposição das tintas o emocionar de alguma forma, pinte; se desconfiar que dá para comandar passos que não os de caminhar aos seus pés, dance. Até porque o momento só se revela único quando pretérito e não vá você inventar de viver se lamentando.

Sex, drugs and Rock n’ Roll!

20/11/2009

Esse post é na verdade uma resposta, pois recentemente recebi um e-mail com um texto, de provavel autoria de uma psicóloga, sobre como os jovens devem ser exorcisados de ícones drogados como Cazuza e outros.

Não vou transcrever o e-mail aqui, pois achei confuso, mal escrito e de autoria duvidosa, mas aqui vai minha resposta:

Eu acredito no poder da liberdade, eu acredito em expressão e eu acredito que todos nós temos nossos demônios. O verso cantado e infinitamente repetido por Cazuza e por uma legião de jovens (“meus heróis morreram de overdose”), refletia – e ainda reflete – uma angustia generalizada que assolava a juventude da época. Eram jovens que viviam uma fase de incansável busca por explicações e exprimiam a vontade de praticar a liberdade. Criados no pós golpe militar, não tinham motivos diretos de luta e não viam melhoras no horizonte. Era até complicado acreditar em algo, haja vista que os veículos de informação e mídia ainda eram controlados e censurados…

Se formos falar, então, de drogas e do uso indiscriminado de entorpecentes, vamos ter de começar a deixar de lado outros ídolos e heróis da música e de outras artes. Afinal, o que seria do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band ou do Yellow Submarine sem o LSD? Ou de Gita e a Metamorfose Ambulante sem o álcool? Dos Mutantes sem o chá de cogumelos? Eu posso ainda listar Hendrix, Elvis, Pink Floyd e tantos outros ‘mucho dodhos’.

A idéia, aqui, não é fazer apologia ao uso de drogas, mas deixar de lado certas atitudes e posicionamentos hipócritas, parando de tipificar as ações de cada indivíduo da sociedade como “certas ou erradas”, pois isso não cabe mais – até o direito já começa a relativizar certos tipos de atitudes.

Que tipo de sociedade se está tentando construir, julgando deliberadamente ações e ordenando aos jovens que não reflitam, mas sigam cegamente as placas de “correto”?

Provérbios do meu Brasil

11/11/2009

“Pobre só vai pra frente com topada ou empurrão.”

Coisa discriminatória e escrota.

Coisas do Brasil.

Infinito particular

11/11/2009

Cada vez mais me convenço de que interagir com as pessoas nas ruas é muito mais saudável do que ir daqui até a esquina sem ter falado com ninguém.

É como se alguns pensamentos tomamassem conta de minha cabeça, quase que me deixando cego, acabo por não ver nada além de minha própria existência.

Mesquinho e egoísta?

Acho que sim…

(Re) Mudança de hábito

10/11/2009

Ok. Retiro o que disse no post abaixo.

Providenciaram pro FDP aqui uma pilha de dois palmos de processos pra numerar as páginas, instruir e verificar citação. ¬¬’

Porra.

Mudança de hábito

10/11/2009

Era uma vez um escravoário da Transalvador. Ele se mandou, caçou outra coisa e virou um estagiário vagabundo na ANP.

Pode uma coisa dessas?

Piedade de quem?

09/11/2009

Blues da Piedade

(Cazuza/Frejat)

“Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem”

Isso porque hoje presenciei a queda de um velho (que nunca tinha visto na vida) na calçada a quase duzentos metros de mim. As pessoas simplesmente desviavam seus caminhos para não se verem obrigadas a ajudar aquele que depois descobri ser Seu Horácio – um “véio” gente boa, morador do bairro de Cajazeiras 10, que estava na Ladeira do Politeama para entregar um documento ao Secretário de Transportes que consistia, entre outras coisas, numa proposta muito boa de melhoria do sistema de transporte por ônibus da nossa cidade.


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